MÍDIAS NA EDUCAÇÃO
A escola historicamente sempre reproduziu o mundo ao qual estava inserida. Algumas vezes adotando um verniz intelectual com a autoridade que lhe compete. Atualmente a escola se vê obrigada (por todos) a adotar a tecnologia como instrumento pedagógico, coisa que lhe parece inevitável, mas não por vontade ou por iniciativa. Pois se dependesse dos professores, o giz e a lousa ainda seriam o instrumento ideal, pois é de domínio completo do professor e não consegue demonstrar de forma direta as fragilidades de sua formação. A dominação tecnológica sofrida pela escola apresenta-se com uma problemática palpável e real a ser resolvida por ela mesma, para que esta não perca a velocidade do motor da historia que usa hoje este recurso como combustível. Usar a tecnologia como imposição sistemática de uma realidade para não ser deixada para traz, batizada de antiquada ou até retrograda. O que lhe retira um pouco do seu encantamento, o que era inadmissível num passado não tão longínquo.
O que analisamos com o devido cuidado é que a escola esta se transformando em apenas uma consumidora, ora voraz e faminta de tecnologias. Esse consumo intenso não abriu espaço para uma discussão mais aprofundada sobre o papel dessa ferram,então quanto ao seu papel pedagógico de fornecedora de conhecimento. Essa imposição, quanto ao uso de tecnologias, coloca o professor como mero espectador passivo, tirando sua autoridade como formador de conhecimento, equivalendo sua pratica a mero repasse de informações, como qualquer mídia utilizada. O papel do professor, que na sua gênese seria ao do pedagogo, que é aquele que conduz ao conhecimento, esta se transformando num facilitador de acesso a tecnologia informativa, não abrindo espaço para uma construção coletiva do conhecimento.
Num mundo dito globalizado, a chamada aldeia global torna-se local, o homem hoje cidadão do mundo pós moderno esta em contato com uma gama de informações que ele mesmo não tem controle mas se vê obrigado a dominar, por imposição de fatores econômicos, sociais, culturais. Tendo acesso ao chamado mundo virtual, o homem começa a misturar de forma consciente e inconsciente essa virtualidade que lhe parece banal, e chegando a conclusão que o mundo dentro da maquina é menos sofrível que o mundo fora dela. Que o uso intensivo de tecnologias, o deixa num falso controle do que esta a sua volta. E quando este mundo lhe desagrada é possível simplesmente ao toque de um botão acabar com tal sofrimento. A realidade é impossível de ser desligada , é o que se apresenta no momento, seja bom ou ruim, e a escola entra nesse contexto, competindo com os prazeres momentâneos da vida fácil, ágil, e dinâmica do mundo tecnológico, do que arrastado e aparentemente imutável da realidade apresentada.
O aluno assim como o professor ao se tornar expectador de programas educativos o faz de forma passiva funcionando como uma grande esponja que tudo absorve, mas que em grande parte não vê utilidade sendo então tratado como mero entretenimento que logo vai esquecido, ou substituído por algo pré-julgado como mais importante. O mundo virtual muito mais atraente que o mundo tradicional, estático e histórico não consegue acompanhar as mudanças que ocorrem na velocidade que as informações chegam tornando a escola antiquada perante o mundo que se apresenta de forma mágica na tela da TV.
Resta à escola usar a tecnologia como aliada ao processo de ensino aprendizagem capacitando o seu professor e seu aluno a analisar o produto final (programa) como vontade de alguém com objetivos claros sejam eles aliciar ou vender produtos de consumo ideais como verdade pronta. A TV como mídia de amplo uso, deve perder seu papel de farol pois é apenas uma forma dinamizada de propagação de conceitos pré estabelecidos. Num processo consciente de uso de mídias o educando deverá ter capacidade de usar os programas de TV e suas problemáticas como construção empírica de um conceito próprio sobre verdades pré-estabelecidades, dialogando com o meio tecnológico e com sua realidade. O professor neste contexto será um facilitador entre o discurso cientifico o “falar” do aluno enquanto sujeito ativo, autor de um pensar autônomo, construído sua verdade sem reproduzir qualquer ideologia. Para conseguir, o professor terá que reformular e colocar em discussão sua armadura intelectual construída num ambiente onde o professor tem sua verdade construída na cátedra da autoridade moral que a escola lhe atribui enquanto autoridade do saber. O professor deve aprender a aprender e aprender a ensinar, libertando-se de verdades que lhe foram impingidas pela historia e que sempre lhe deram a segurança de uma ilha deserta.
ALUNOS DANIEL MARCELO LUIZ
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